Eficiência hídrica

Gestão e monitorização de perdas na rede de distribuição

undefinedUma percentagem da água que é transportada e distribuída pelas empresas gestoras dos sistemas de abastecimento perde-se antes de chegar ao consumidor final, através, por exemplo, de fissuras, roturas e extravasamentos. A EPAL, responsável pelo abastecimento de água em Lisboa, desenvolveu um sistema de monitorização - o WONE - Water Optimization for Network Efficiency –, que permite localizar rapidamente este tipo de situações e assim controlar e reduzir os níveis de perdas de água na rede.

No início do ano 2000, o volume de perdas de água na rede de distribuição era superior aos 35 milhões de m3, o que correspondia a mais de 25% do total da água destinada à distribuição. Com recurso ao WONE, a EPAL reduziu essas perdas para níveis de 8%, em 2013, colocando Lisboa no ranking mundial de cidades com melhor desempenho ao nível do controlo de perdas, níveis comparáveis aos de cidades como Tóquio e Viena.

Internacionalmente reconhecido com vários prémios e distinções, o WONE permite uma monitorização permanente, realizada a partir de dados recolhidos e tratados com recurso a tecnologia de informação e modelos matemáticos, com cálculo de indicadores de desempenho de cada zona monitorizada e análises de tendência, gerando alertas de intervenção que desencadeiam a ação das equipas de intervenção no terreno.

O caráter de versatilidade e globalidade do WONE permite que seja aplicado e utilizado por qualquer entidade gestora de sistemas de abastecimento de água que aposte na eficiência da sua rede de distribuição como forma de poupar recursos hídricos, energéticos e financeiros.

Reciclagem e reutilização de águas residuais

undefinedAs águas residuais tratadas nas infraestruturas das empresas do Grupo Águas de Portugal são rejeitadas em condições ambientalmente seguras, permitindo assegurar a reposição de água nos meios hídricos sem comprometer e garantindo a saúde pública e os ecossistemas.

Numa ótica de gestão eficiente, as empresas têm implementado soluções de minimização dos consumos de água, nomeadamente através do reaproveitamento e reutilização das águas residuais tratadas em diversos processos e instalação. Além dos usos internos, uma fração do volume de águas residuais tratadas é cedida/vendida para reutilização por entidades externas.

No que diz respeito aos usos internos de água residual tratada é comum a sua reutilização na lavagem de pavimentos das instalações, equipamentos, rodados e órgãos de tratamento; desentupimento de bombas; utilização nos sistemas de desodorização; na purificação do biogás; na preparação de reagentes; e nas descargas das instalações sanitárias.

Paralelamente vão sendo desenvolvidos outros projetos-piloto, como o encaminhamento da água residual tratada para utilizações municipais em grandes centros urbanos, como lavagem de ruas e contentores, a rega de campos de golfe e o arrefecimento de sistemas de refrigeração, entre outros.

Desenvolvimento de soluções para uma melhor gestão de consumos para o consumidor final

A EPAL, responsável pela distribuição domiciliária de água em Lisboa, concebeu e desenvolveu um serviço – o Waterbeep - que permite aos seus clientes acompanhar a evolução dos respetivos consumos de água e receber alertas sempre que se verifique um consumo de água diferente do habitual, permitindo identificar situações potencialmente anómalas.

O Waterbeep é um dos projetos de Inovação e I&D em destaque aqui

Gestão integrada de ativos

undefinedUma estratégia integrada de gestão de ativos é uma das mais importantes medidas de controlo de custos e aumento de eficiência, na medida em que incentiva um forte alinhamento estratégico da organização: entre as pessoas, os processos e a tecnologia, facilitando a captação de sinergias e maior produtividade empresarial.

Para apoiar as empresas operacionais na área de gestão de ativos o Grupo desenvolveu várias ferramentas, com destaque para um Guia Metodológico de Gestão de Ativos, uma ficha de cadastro corporativa para a inventariação dos ativos, indicadores de desempenho, metodologias de análise de risco, entre outras, que vêm enquadrar e agilizar a tomada de decisão sobre os orçamentos e planos de investimento e potenciar uma gestão eficiente dos ativos infraestruturais, garantindo a qualidade exigida, o equilíbrio das tarifas e a gestão adequada dos riscos operacionais.

Abrangendo todas as empresas que operam nas vertentes do abastecimento de água e saneamento de águas residuais, este guia define não só uma abordagem estratégica integrada para a gestão de ativos do Grupo, como também linhas de ação e padrões de informação harmonizados com um conjunto de indicadores expressamente desenhados para as empresas do Grupo.

De apoio a esta estratégia, têm vindo ainda a ser desenvolvidas novas soluções informáticas de integração da informação, com vista a permitir uma mais eficiente ligação da atividade de manutenção com as restantes áreas das empresas, melhorando nomeadamente a interligação com as soluções SIG e SAP, ajustando simultaneamente as componentes da informação e dos procedimentos organizativos das empresas, em áreas como a gestão dos armazéns, a recolha e sistematização da informação e as operações periódicas de inspeção, entre outras.