História e Educação Ambiental


Exposição Permanente do Museu da Água

Para além da musealização dos espaços patrimoniais, que oferecem um percurso único pelos caminhos da água na cidade de Lisboa, o Museu da Água apresenta, no edifício da Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, a exposição permanente que permite, por um lado, entender a relação existente entre os vários espaços que constituem este Museu e, por outro lado, conhecer uma multiplicidade de assuntos relacionados com a Água.

Aqueduto das Águas Livres
Inaugurado em 1748, com os seus 127 arcos, 21 deles de volta perfeita, e sobrevivente ao devastador terremoto de 1755, o Aqueduto das Águas Livres, cuja construção tinha sido ditada por D. João V em 1731, transformou-se no símbolo máximo da evolução dos serviços de abastecimento de água de Portugal.

Reservatório da Patriarcal
Programado para abastecer a zona baixa da cidade de Lisboa, este reservatório foi construído entre 1860 e 1864. A sua forma octogonal coincide com a do polígono representado pelo gradeamento de ferro em volta do lago que está localizado sobre o depósito, no centro do jardim do Príncipe Real.

Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos
A Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos esteve em funcionamento entre 1880 e 1928. Actualmente preserva as antigas máquinas a vapor e respectivas bombas, testemunhos enriquecedores da arqueologia industrial. O edifício acolhe a exposição permanente do Museu da Água, o Arquivo Histórico da EPAL e uma sala multiusos, com condições para recepção de eventos, exposições temporárias ou conferências.

Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras
A entrada em Lisboa do Aqueduto das Águas Livres, marcada pelo arco da Rua das Amoreiras, realizado pelo arquitecto húngaro Carlos Mardel, entre 1746 e 1748, fechou-se no Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras. A obra do reservatório, apesar de ter sido várias vezes retomada, mesmo após a morte de Reinaldo dos Santos, em 1791, só viu terminado o remate da cobertura e mais alguns pormenores em 1834, já durante no reinado de D. Maria II. Actualmente, o Reservatório da Mãe d’Água apresenta-se como um espaço amplo, luzente e unificado, sugerindo o seu interior a planta de uma igreja estilo Salão, propondo a sacralidade do espaço.